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21/09

RECORTES DOS 120 ANOS - parte 05
O zelo do Pastor Paulo Evers com sua comunidade...

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O zelo do Pastor Paulo Evers com sua comunidade

            Nos anos 30, os problemas dos agricultores se agravavam à medida que as terras eram sucessivamente divididas entre os herdeiros, e o solo exaurido se tornava cada vez menos produtivo. As famílias com grande número de filhos começaram a migrar para as “colônias novas” do Oeste Catarinense. A preocupação do Pastor ia com os migrantes, ao mesmo tempo que reconhecia a dificuldade de sobrevivência aqui na região. Passou então a procurar alternativas para melhorar a produtividade do minifúndio:

            - Batalhou na Capital, sementes melhoradas de grãos, especialmente trigo, e as distribuiu entre os colonos;

            - Introduziu novas raças de suínos, entre eles o large-black, e para dar exemplo, ele mesmo passou a criá-los;

            - Estimulou a produção de leite, que reconhecia ser uma boa opção para o minifúndio;

            - Ajudou a criar um mercado para o leite: as fábricas de queijo. Fez sociedade com o jovem Edwino Jahnel, que alem do queijo tipo lanche sabia fabricar o “Limburger”, o famoso “Stink-käse”. O próprio pastor procurou colocar este queijo em Porto Alegre. “Não basta produzir”, dizia, “é preciso garantir um mercado para o produto”.

            - Construiu estradas. O péssimo estado das estradas deixava muitas localidades sem acesso em épocas de chuva. Além de pleitear verbas para melhoria das estradas junto à Prefeitura de Caí, ele mesmo reuniu o povo em mutirão e construiu cerca de 15 Km de estradas em três localidades diferentes.

AS ESTRADAS DO PASTOR:

            A primeira estrada construída pelo Pastor beneficiou Nove Colônias. Lá, o forte aclive do Morro Chapadão impedia o transito em dias de chuva. O Pastor, então, fez um novo traçado, que resolveu o problema. A estrada, agora alargada e melhorada, mantém o traçado feito por ele, e serve aquela localidade até hoje.

            A segunda estrada estabeleceu a ligação de Tapera a Várzea Grande, no vizinho município de Gramado. Foi importante porque proporcionava ligação com a estrada de ferro que servia a região. Mas em certo trecho da estrada se tornou necessário detonar rochas que impediam a continuação das obras. Como era a época da segunda Guerra Mundial, não havia possibilidade de conseguir dinamite. O Pastor não teve duvidas: ele mesmo misturou os ingredientes da pólvora negra e detonou as rochas que atrapalhavam.

            A terceira das estradas do Pastor liga Linha Brasil a Linha Riachuelo. Os moradores desta localidade não tinham como escoar seus produtos e há 30 anos vinham pedindo a estrada à Prefeitura que nunca pôde atendê-los. Em 1969 o Pastor conseguiu um trator de esteiras junto à Igreja Evangélica da Alemanha, com o fim especifico de abrir estradas para localidades de difícil acesso. Em 1970 chegou o trator, e seu trabalho inaugural foi a estrada de Riachuelo.

Recorte extraído de publicação da biografia do Pastor Paulo Evers

Legenda da foto: Pastor sobre o trator, discursando para a comunidade em frente à escola

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